Aterro Sanitário

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Vista Panorâmica – Aterro Sanitário de Muriaé

Por meio de políticas públicas e parcerias, o DEMSUR, autarquia da Prefeitura Municipal de Muriaé, um dos pioneiros na Zona da Mata ao implantar o Aterro Sanitário obedecendo todas as normas ambientais e de segurança, coloca o município em destaque na região.

Construído na região denominada Retiro do Campo Formoso, Zona Rural do município, com área superficial de 195.570,308 m², o Aterro Sanitário de Muriaé  terá  vida útil de aproximadamente superior a 20 anos, ou seja: com a média de alcance até o ano de 2033. Sua vida útil está atrelada ao funcionamento da usina que reciclará até o final da vida útil cerca de 40% dos resíduos produzidos no município com uma eficiência na segregação de 40% (Produção Recicláveis).

O Aterro sanitário irá possibilitar uma disposição final adequada, ambiental e sanitariamente segura, dos resíduos sólidos urbanos coletados no Município que correspondem em média a 70 toneladas por dia. O projeto do Aterro Sanitário constitui como elemento chave de um plano de reestruturação do sistema de limpeza pública no município de Muriaé/MG, irá beneficiar uma população de aproximadamente 100.765 pessoas, buscando uma redução global da carga poluidora gerada por nossa cidade. A necessidade de renovação dos locais de destinação correta dos resíduos sólidos urbanos requer como medida prioritária para o estabelecimento das condições favoráveis a saúde pública da população do município.

Licitada em janeiro de 2013, com prazo inicial de 11 meses, a obra do Aterro Sanitário teve seu prazo reduzido para 6 meses após seu início em fevereiro, com previsão de entrega no segundo semestre deste ano.

 

A construção do Aterro Sanitário é um empreendimento contemplado pelo Programa de Preservação de Recursos Hídricos da Bacia do Paraíba do Sul CEIVAP, com recursos da AGEVAP através do convênio 0365.106-87/2011. O valor da intervenção da obra do Aterro Sanitário é de R$1.434.608,81. Contrapartida do DEMSUR de R$ 311.000,00

 

                     COMO PODEMOS CONTRIBUIR COM O EMPREENDIMENTO?

·Separando o lixo entre secos e molhados, no local onde você mora e onde trabalha, assim estará contribuindo com o meio ambiente.   

· Não jogando lixo em locais proibidos, como: nas ruas, terrenos baldios, rios, vasos sanitários, pias, para não entupir os encanamentos, redes de esgotos, e não poluir o meio ambiente, pois lixo gera mau cheiro, insetos, roedores, doenças que podem prejudicar a sua saúde e de sua comunidade.

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Coloque seu lixo nos dias e horários em que será realizada a coleta, assim você evita que animais rasguem e sujem as ruas.

 

FAZENDO A SUA PARTE VOCÊ TAMBÉM ESTARÁ CONTRIBUINDO COM A ASSOCIAÇÃO DOS CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE MURIAÉ – ASMAM

A ASMAM é constituída aproximadamente por 35 membros que possui um contrato de comodato com o DEMSUR podendo utilizar o local, a Usina de Triagem de Lixo onde desenvolvem a triagem de materiais, prensa e comercialização (materiais recicláveis). Despesas como manutenção para a prestação de serviços e alguns equipamentos são custeados pelo DEMSUR e o lucro é divido entre os membros que tiram uma média de 1,5 de salário por mês para cada associado.

No Brasil, a estimativa é de que existam 600 mil catadores de matérias recicláveis, que, além de garantir o sustento de suas famílias com a separação dos resíduos, prestam um importante serviço ambiental para toda a sociedade, na medida em que são os maiores responsáveis pela reciclagem no país. Atualmente, grande parte desses trabalhadores estão nos lixões e aterros espalhados pelo Brasil. Com o advento da Lei 12.305/2010 (PNRS), ficou proibido o exercício dessas atividades nos lixões. É preciso então integrá-los na cadeia de reciclagem e, dessa forma, promover a cidadania desses trabalhadores com inclusão social e geração de emprego e renda.

 

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Foto panorâmica Aterro Sanitário de Muriaé
Plataforma de resíduos sólidos

Os aterros sanitários são o destino dos resíduos sólidos em 27% das cidades brasileiras. Número bem abaixo do que o País precisa, mas que aumentou nos últimos anos, segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, do IBGE. Há uma década, esse mesmo estudo apontou que apenas 17% dos municípios descartavam o lixo em aterros.

A elaboração, em 2010, de uma norma técnica que define as regras para a criação de aterros sanitários de pequeno porte trouxe um bom avanço ao setor. Antes só existiam normas para aterros convencionais, de resíduos perigosos e da construção civil.

O técnico da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Tarcisio de Paula Pinto, destaca que a norma obriga a pensar nos requisitos ambientais e nas características do local que vai receber o aterro antes de fechar o projeto.

A manutenção dos aterros ainda é muito cara para os municípios. Por isso, a resolução 404 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e a lei 11.107/2005 são complementares. A primeira estabelece as diretrizes para o licenciamento ambiental dos aterros de pequeno porte. A segunda, define normas para a gestão em consórcio intermunicipal.

O compartilhamento de aterros sanitários entre municípios de uma mesma região é uma estratégia defendida pela socióloga Elisabeth Grimberg, coordenadora-executiva do Instituto Polis, tendo em vista a meta que o País tem de acabar com os lixões até 2014. “É uma forma de reduzir os gastos públicos”, afirma.

Energia do lixo

Estima-se que o Brasil possui cerca de 1.700 aterros sanitários, em que o solo é preparado para que o lixo não prejudique o meio ambiente, não cause mau cheiro, poluição visual ou a proliferação de animais.

A decomposição dos resíduos gera chorume – um líquido poluente – e gás – principalmente o metano, que também polui e é 20 vezes pior para o clima da Terra do que o gás carbônico.

Mas o metano pode se transformar em energia elétrica e em créditos de carbono. É o que acontece com o gás produzido pelos 40 milhões de toneladas que estão depositados no Aterro Bandeirantes, em São Paulo.

Desativado desde 2007, o aterro tem 400 pontos de captura que transportam o gás para a Usina Termelétrica Bandeirantes, que, por sua vez, produz energia elétrica com capacidade para atender até 300 mil pessoas. O gás extraído é convertido em tonelada equivalente de gás carbônico (crédito de carbono) e depois é comercializado.

Fontes:

Ministério do Meio Ambiente 
ABNT 
Biogás Energia Ambiental